Espaço Coocum

Espaço destinado à exposição de idéias, ao embate ao debate à discussão. Aqui não tem censura, ditadura ou imposição. Lugar onde o ócio impera e a malandragem esta sempre de passagem. Aqui qualquer sensato se torna um amigo. Abaixo ao preconceito, dê lugar ao respeito, perca suas cascas e livre-se das aspas. Entendendo e aprendendo a defender.



domingo, 24 de abril de 2011

Felicidade Realista

Por Mário Quintana
A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote
louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser
magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema:
queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor.. não basta termos alguém com quem podemos
conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar
pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente
apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes
inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos
sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o
que dá ver tanta televisão.
Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.
Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você
pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um
parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando
se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção.
Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo.
Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se
sentir seguro, mas não aprisionado.
E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda,
buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e
um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato,
amar sem almejar o eterno.
Olhe para o relógio: hora de acordar.
É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza,
instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde
só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas
desta tal competitividade.
Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as
regras, demita-se.
Invente seu próprio jogo.
Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça de que a
felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir
embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não
sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração.
Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

2 comentários:

  1. Olá Keny! Achei interessante seu blog e a idéia de falar sobre “a tal felicidade”, concordo com o ilustre Mario Quintana quando diz que “a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade”. O problema é que a sociedade nos faz sempre almejar por coisas materiais e assim acabamos não valorizando os pequenos (mas que na verdade são grandes) momentos de pura felicidade como caminhar na praia, ver o nascer e pôr do sol, estar entre pessoas queridas ou até mesmo um simples sorriso...
    É uma pena deixarmos esses momentos passarem sem darmos à devida importância!

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  2. Oi marido lindo.

    Sua felicidade é ao meu lado e a minha ao seu lado! Somos felizes pq somos melhores juntos! Amo você, a cada dia mais!

    Sua esposa: Paula Marques.

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